• Edição Regular
    v. 2 n. 1 (2019)

    Editorial

    Esta casa também é minha!

    Como Executivo, aos 64 anos, olhar para trás é sempre um aprendizado para o futuro!

    Não podemos desprezar tudo o que vimos e aprendemos, pois é isto que nos prepara para o grande salto, para a grande revolução que bate a nossa porta.

    Para mim, diferentemente dos que chegam agora, as mudanças, não são surpresas, não são novas – são sim, mais rápidas. Percebo-as homeopaticamente – um pouco a cada vez, cada vez mais velozes e integralmente conectadas.

    Como engenheiro, além de Executivo, também estou conectado em muitas coisas, que para simplificar divido em 2 grandes temas – como fazer para continuar produzindo resultados num mundo em tão grande transformação e como continuar a desenvolver-me continuamente, nas ciências e na vida.

    Para o primeiro tema, frequento associações, organismos de classes, mantenho ativo meu networking, vejo onde estão as prioridades do país e do mundo que afetam meu negócio, me preocupo em onde posso buscar financiamentos e incentivos, como faço para desenvolver novos projetos, como faço para integra-los a nossa realidade diária, e como atender aos desejos dos acionistas. E, num país tão raro como o nosso, para falar pouco.

    O segundo tema .... Este é o que me ajuda a desenvolver-me continuamente. Temos instituições que funcionam muito bem no Brasil, que estão aí para apoio a Indústria Nacional. Dentre estes, evidencio o SENAI. Poucos no mundo, são como este. Amparar jovens desde o ensino médio, passando pela faculdade até a pós-graduação, é missão de poucos. E em tantas ciências... das básicas como ciências da agricultura, tecelagem, mecânica, fundição, plásticos, até as mais sofisticadas como automotiva, médica – e mais recentemente, Gestão e Programas de Indústria 4.0.

    O SENAI, dá mais um enorme salto na direção das empresas com os programas de Gestão e Indústria 4.0, pois preenche uma enorme lacuna, onde os empreendedores brasileiros, das pequenas e médias empresas não tem muitas alternativas – nem para se preparar, nem para investir, nem para entender como tudo isto irá afetar seus negócios.   

    Nos últimos anos – tenho sido um grande consumidor de todas estas capacidades disponíveis – uso a alta capacidade tecnológica latente, me beneficio das pessoas que detém estes conhecimentos me ajudam a transformar o negócio, das estruturas que me colocam num grande networking brasileiro e internacional.

    Talvez, seja momento de um parênteses – o SENAI desenvolveu, usando os mais avançados recursos da Mecatrônica, máquinas avançadas de medição automática de peças, sem contato físico, em produção contínua de massa. Contribuiu também de forma muito significativa, na construção e aprovação de um dos maiores projetos de Industria 4.0 realizados no país nos recentes últimos anos.

    Isto é feito, por mais que uma instituição - pelas pessoas que a compõe, que a tornam possível e viável. Posso afirmar que esta relação tão íntima, contribui para que se possa levar a Indústria Brasileira, muito em breve a um novo patamar.

    Por isto, com forte sentimento de participar e pertencer, escrevo – Esta casa, também é minha!

    Guido Ganassali

    CEO da CECIL Laminados Ltda.

  • Edição Regular
    v. 1 n. 4 (2019)

    Editorial

    A indústria 4.0 e os profissionais do futuro de que precisamos hoje

    “No Brasil, até o passado é incerto”. A frase, antológica, ora atribuída a Pedro Malan ora a Gustavo Loyola, ressalta a dificuldade da tarefa daqueles chamados a refletir sobre o futuro, notadamente em terras tupiniquins.

    A automação e sua antecessora, a mecanização, ocupam, há décadas, relevante espaço no produzir humano. Tempos Modernos talvez seja um dos primeiros filmes a tratar do tema, ainda nas fases iniciais da Revolução industrial. Recordo aqui que data de 1936! A cena de Chaplin entre engrenagens é uma crítica ao processo, mas não representa o nosso destino.

    Desacelerar para a reflexão é oportunidade rara, pois esse bem precioso e escasso, chamado tempo, implora por tuítes curtos. O desafio aqui colocado, contudo, nos obrigada a um pensar cuidadoso.

    O ritmo acelerado determinado pelo conjunto de transformações produtivas que denominamos “Indústria 4.0” traz consigo temores e espanto: em meio a tais emoções, seria fácil sucumbir a previsões alarmistas ou catastróficas. Sobraria espaço para o ser humano? O que dizer do futuro dos empregos?  Outros, talvez mais sabiamente, apontam que seria melhor pensar nos empregos do futuro e não no futuro dos empregos.

    A razão maior da perplexidade que hoje nos toma talvez seja o fato de que Inteligência Artificial e Machine Learning, expressões outrora restritas aos filmes e séries de ficção científica, estejam se tornando commodities. Sim, isso mesmo: commodities! Cada vez mais baratas e encontradas em muitos lugares.

    De modo algum tal fato deve nos aterrorizar. Como bem apontou neste contexto Devin Fidler, Diretor de Pesquisa do Instituto do Futuro, “as competências e capacidades exclusivamente humanas se tornarão cada vez mais valiosas”.

    Tendo em mente tais questões e os dilemas que delas emergem, apresenta-se a pergunta natural: quais as ações e condutas necessárias diante de tal cenário?

    Sugiro iniciativas pautadas em quatro pilares. Em primeiro lugar, é preciso que as políticas públicas e seus formuladores percebam que o contexto é de mar revolto, e que não podemos ficar à deriva. Devemos buscar direção e sentido apropriados, a começar pelo diálogo com o setor produtivo. Disse Shakespeare em A Tempestade: “Pois mesmo na torrente, tempestade, eu diria até no torvelinho da paixão, é preciso conceber e exprimir sobriedade - o que engrandece a ação”.

    Também relevante é fortalecer o diálogo entre indústrias e as instituições de ciência e tecnologia (ICT). Aqui ressalto que há boas iniciativas, mas que precisam de maior escala.

    É crítico considerar aspectos éticos. Permitam que, aqui, utilize uma expressão weberiana: precisamos da ética da responsabilidade. Em certo sentido, o termo transcende a ética da convicção (Kant), a ética das ações morais individuais, praticadas independentemente dos resultados a serem alcançados. Aqui o resultado importa, e muito! A ética da responsabilidade significa que o bem coletivo, da sociedade, deve prevalecer sobre o bem individual. Significa que temos que conciliar os avanços tecnológicos com suas consequências, ainda que, de início, os temores tendam a sobressair. Não se pode nem se deve frear os avanços da produtividade, mas devemos, sim, preparar a sociedade para isso.

    Ressalto, por fim, os versos de Fernando Pessoa, tão necessários diante da perplexidade que facilmente vira inércia e que utilizamos na Gerência de Educação: “Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?”

    Nesse sentido, destaco aqui as ações realizadas pelo SENAI-SP: da reformulação de currículos ao desenvolvimento de propostas ousadas para um novo curso de engenharia, ímpar no Brasil, a ser ofertado em futuro próximo em São Caetano do Sul, passando pelos investimentos preconizados por nosso Presidente e pelo Conselho, temos traçado, diuturnamente, enquanto instituição, caminhos para o futuro.

    Cabe ao SENAI-SP tomar as necessárias medidas demandadas em relação ao diálogo com o setor produtivo e interinstitucional, à ética e ao agir, das quais destaco: capacitar seus instrutores e docentes, fortalecer parcerias internacionais e dialogar com a sociedade. A escola da indústria ecoa e ressignifica anseios sociais, habilitando pessoas a enfrentarem esse mar bravio.

    Voltando às analogias marítimas do mar revolto e turbulento das mudanças, se a cartografia permite mapear a realidade, a educação possibilita o ultrapassar de barreiras e fronteiras. Expressões como qualificação e domínio tecnológico cada vez mais permearão o mundo. Náufragos serão aqueles que, desprovidos de boa nau, submergirão.

     

    CLECIOS VINICIUS BATISTA E SILVA

    Gerente de Educação –SENAI-SP

     

  • Edição Especial - Janeiro 2019 - 1º Simpósio das Faculdades de Tecnologia SENAI-SP
    v. 1 n. 3 (2019)

    Editorial

    Caro leitor,

    Antes de tratar sobre temas relacionados as evoluções tecnológicas e sociais, que permeiam um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo (Mundo VUCA), acredito ser pertinente contextualizar a importância do surgimento dos primeiros periódicos científicos, publicados a partir de 1665 (há mais de 350 anos), sendo eles o francês Journal des Savants e o inglês Philosophical Transactions.

    Com propósitos mais do que nobres, esses periódicos científicos proporcionaram maior dinâmica nas discussões sobre novas ideias referentes aos principais temas abordados pela comunidade científica europeia, através de relatos experimentais nas áreas da Física e da Química, resenhas de livros, debates científicos e teológicos, dentre outras formas de contextualização dos temas.

    Atualmente, vivemos em um mundo cada vez mais imprevisível sendo necessária a utilização de ferramentas computacionais para alicerçar tomadas de decisões mais assertivas, tornando necessária a mudança do mindset da sociedade, bem como quebras de paradigmas.

    Novas tecnologias surgem ou são oficializadas pelo conceito de Indústria 4.0: Big Data; IIoT; Cibersegurança; Realidade Aumentada; Cloud – fazendo com que concomitantemente ocorra uma evolução da sociedade, seja na maneira de pensar como na de agir.

    Referente a evolução social, é de extrema importância que temas relacionados às soft skills sejam abordados pela sociedade acadêmico-científica, pois essas serão fundamentais para a consolidação e manutenção do trabalho coletivo e colaborativo, principalmente nos setores corporativos e de produção industrial.

    Esses aspectos geram ações disruptivas que culminam em reflexões e medos, mas que geralmente resultam em evoluções e melhorias contínuas nos processos, produtos e na vida das pessoas.

    Através do exposto, verifica-se que a produção de material científico é de extrema importância para a memória, o desenvolvimento e a disseminação dos conhecimentos científico, tecnológico, educacional e social, seja pela comunidade acadêmica interna das Faculdades SENAI de Tecnologia, como também pela sociedade como um todo.

    Dentro desse contexto, a Revista Brasileira de Mecatrônica, publicação técnica e científica da Faculdade de Tecnologia SENAI Armando de Arruda Pereira, vinculada ao Curso Superior de Tecnologia de Mecatrônica e aos Cursos de Pós-graduação surge com o propósito de consolidar e disseminar a produção científica do SENAI São Paulo, estabelecida pela excelência em seus recursos humanos, tecnológicos, sociais, dentre outros, através de metodologias com base em competências e construções transdisciplinares.

     

    Ricardo Alexandre Carmona

    Especialista em Educação Profissional do SENAI São Paulo

    Engenheiro Mecatrônico

    Mestre em Engenharia Biomédica

     

  • Edição Regular
    v. 1 n. 2 (2018)

    Editorial

    INDÚSTRIA 4.0: uma evolução natural do SENAI Mecatrônica (SP)

    Os estudos científicos para a produção voltada à customização em massa, base para os preceitos da Indústria 4.0, datam já dos anos 90 época em que os Processos de Manufatura Flexíveis, conhecidos também como FMS (Flexible Manufacturing System), começam a ser implementados na indústria que tinha como objetivo fabril a utilização de um processo de manufatura eficaz e a flexível de forma a reagir as mudanças dos processos de fabricação. Foram observadas, na época, discussões acadêmicas referentes à utilização da tecnologia como no documento “Personalização em massa: Implementando o paradigma emergente para vantagem competitiva” (Mass customization: Implementing the emerging paradigm for competitive advantag) de Suresh Kotha publicado em 1995.

    No Brasil, também já vem de longa data a discussão do assunto, de forma abrangente com, por exemplo, a publicação em revista não científica (EXAME – Edição 0852 de 2005) como forma de disseminação tecnológica, os conceitos e aplicações na produção em massa e customizada com vistas a uma preparação para o futuro. Hoje as indústrias se adaptam para atender de forma individualizada aos desejos de cada cliente e vem tornando-se uma realidade e o mercado vê esta possibilidade como um diferencial na batalha da concorrência globalizada. Por outro lado a implementação da produção com a customização em massa necessita de tecnologias que possibilitem acompanhar todo o processo de cada produto nas suas diferentes etapas e seus componentes de forma otimizada quanto à qualidade, prazos, custos. As tecnologias foram inseridas por um processo evolutivo e pareado a evolução tecnológica, hoje o mercado possui dezenas de soluções tecnológicas em diversos níveis de maturidade formando o contexto para a Manufatura Avançada.

    O termo Indústria 4.0 surge em 2012 na feira de Hannover como um projeto para promover um salto da competitividade devido a utilização de novas tecnologias na manufatura industrial com a criação de soluções inteligentes. No texto de 2015 da Technische Universität Dortmund denominado “Desig Principle for Industrie 4.0 Scenarios” propõe de forma sucinta e abrangente para a base tecnológica inserida na Indústria 4.0, afirma:

    "Fábricas inteligentes e modulares onde sistemas ciber-físicos (CPS) monitoram o processo criando uma cópia virtual da realidade que auxiliam na tomada de decisões. Por meio da Internet das Coisas (IoT) os sistemas ciber-físicos comunicam-se entre si e com humanos em tempo real e através da Internet dos Serviços (IoS) são oferecidos serviços organizacionais internos e externos utilizados pelos participantes da cadeia de valor". (HERMANN; PENTEK; OTTO, 2015. p. 11, tradução nossa).

     Os preceitos da Indústria 4.0 estão embasados em conceitos básicos da Interoperabilidade de forma a construir uma comunicação entre todos os níveis da cadeia de valor; a virtualização com o objetivo de validar sistemas físicos por meio de sistema virtuais e modelos matemáticos; a descentralização das tomadas de decisões em função do aumento da complexidade dos sistemas; respostas em tempo real oriundos de sistemas inteligentes e da captura das informações disponibilizados por sistemas inteligentes orientados ao serviço.

    Hoje dentre as tecnologias disponíveis para serem implementadas na cadeia produtiva temos os Sistemas Ciberfísicos (CPS) ou sistemas automatizados com a capacidade de trabalho autônomo e comunicação M2M (máquina a máquina) e que devido ao seu auto grau de complexidade é passível de modelagem tridimensional de seus sistemas por meio de ferramentas digitais de CAD/CAM/CAE, Robótica, Realidade Virtual e Aumentada passível de Comissionamento para a análise de engenharia. Mas como ocorre a comunicação M2M. Dentre aos preceitos da Internet das Coisas (IoT) é lançada mão dos conhecimentos de redes industriais, sensorização, automação, Big Data que permite ao sistema a obtenção de dados do produto e produção colocados à disposição para a gestão do processo, estes dados são então tratados e analisados segundo critérios especificados pelo armazenamento de dados na nuvem e em processo de Data Analytics e os resultados disponibilizados por softwares desenvolvidos para publicação dos resultados e tomadas de decisão conhecida como Internet dos Serviços (IoS).

    A evolução à Indústria 4.0 desde os primórdios das discussões da importância de utilização das células flexíveis de manufatura e o atendimento ao conceito da customização em massa se confunde com a história do SENAI Mecatrônica localizado na cidade de São Caetano do Sul em São Paulo. Entre 1990 a 1995, por meio de um convênio com o governo do Japão, a unidade recebeu um investimento da ordem de U$ 18 milhões para investir em modernização tecnológica, passando a atuar na área Mecatrônica e transformando-se em um avançado Centro de Automação da Manufatura. A transferência da tecnologia se deu por meio da JICA “Japan International Cooperation Agency”, organismo do governo japonês responsável pela integração e execução da cooperação técnica com países em desenvolvimento. A parceria SENAI-JICA resultou em um grande investimento em recursos físicos e humanos, dotando a Escola de avançadas tecnologias de Automação da Manufatura e sistema de projeto integrado CAD/CAM/CAE que contribuiu com o esforço de modernização das indústrias nacionais alavancado pela crescente competitividade gerada pela globalização da economia. Entre os anos de 1998 e 2000, foi firmado um segundo convênio de complementação tecnológica com o Japão para a implantação de um ambiente de Robótica (Tecnologia Robótica Aplicada a Solda MIG, Montagem com Sistema de Visão e Simulação). Em 1999 foi implantada a Faculdade SENAI de Tecnologia Mecatrônica, e vem ofertando desde então o Curso Superior de Tecnologia em Mecatrônica Industrial. Em 2005 a Faculdade passa a oferecer, também, cursos de Pós-Graduação Lato Sensu. No período de 2007 e 2009 foi firmado um convênio tecnológico com a França, com o objetivo de criar na agora Faculdade de Tecnologia Mecatrônica um Centro de Competência em Manufatura Digital (PLMCC - Product Lifecycle Management Competency Centre), onde são utilizados softwares de última geração para a criação, simulação virtual 3D e fabricação de produtos como, por exemplo, automóveis e aviões. Entre os anos de 2010 e 2013 começam a ser desenvolvidas pesquisas de aplicação nas áreas de Manufatura Aditiva, Realidade Virtual e Aumentada, Escaneamento Tridimensional e Comissionamento Virtual. Em agosto de 2017, foi inaugurada as novas instalações da Escola e Faculdade SENAI "Armando de Arruda Pereira", juntamente com o UPLAB (Espaço de empreendedorismo e inovação) possuindo sua primeira linha de Manufatura 4.0 contemplando ainda um parque robótico que somam 17 robôs industriais de diferentes marcas e capacidade de carga. Em 2017 em um projeto colaborativo entre o SENAI-SP, Abimaq, Empresas patrocinadoras e Startups de tecnologia foi desenvolvido o projeto “Manufatura Avançada: a indústria 4.0 no Brasil apresentada na Expomafe (2017) e Feimafe (2018) que atendendo ao conceito de modularidade foi apresentada situações produtivas diferentes em cada um dos eventos”.

    Referente às tecnologias qual o status delas, são realmente estas que foram discutidas? Estudos da International Electrotechinical Comission (IEC) feitos em 2015 mostram que na realidade estamos em pleno processo de evolução e tomado como base o ano do estudo a prospecção para a maturidade delas variam em diferentes etapas: em um prazo de dois anos as ferramentas para a análise de dados de reconhecimento de voz poderão obter a maturidade para disseminação do seu uso, já a utilização da Manufatura Aditiva como a impressão 3D e seus materiais, a ciência de dados aplicada a gestão da informação, a computação em nuvem e a computação híbrida são estimados um prazo de até cinco anos. Num prazo ainda maior de até dez anos poderemos considerar a maturidade da Internet das Coisas, o Big Data e análise prescritiva, os serviços de comunicação atendendo com eficiência a comunicação entre máquinas (M2M) incorporando neste os robôs inteligentes e uma quebra de paradigmas com os softwares sem definição. Para o futuro num prazo acima de dez anos é prevista então a maturidade do sensoriamento bioacústico e da neurociência para os negócios. Desta forma o processo evolutivo tecnológico está em ebulição, possibilidades existem, sua implementação corrobora para a evolução da indústria, mas ainda é necessário ficar antenado na necessidade constante de aprimoramentos num processo de melhoria contínua industrial para acompanhar as necessidades do mercado global.

    Frente a essa enorme modificação tecnológica se torna consenso que o mercado de trabalho necessitará de qualificação profissional dinâmica para atender a economia industrial adaptando-se às competências tecnológicas e aos novos modelos de negócio. Assim não podemos nos sentir confortáveis em ditar novas profissões, já vimos no passado profissões “novas” consideradas como o futuro que simplesmente sucumbiram. Temos que analisar as novas áreas de atuação que vem se formando como a Medicina Digital, a Agricultura de Precisão, a utilização da Realidade Aumentada em serviços, a coexistência de humanos e máquinas inteligentes em processos industriais. O que pode ser afirmado é quais as áreas do conhecimento terão condições de preparar a mão de obra para este cenário tecnológico futuro, podem ser destacadas as Engenharias de Mecatrônica, de Automação e Controle, da Computação e da Informação, Mecânica, de Telecomunicações, Elétrica e Eletrônica, Ciências dos Materiais e da Computação, Matemática e Estatística, Física e Química, Psicologia, Filosofia e Neurociência. Faz-se sim necessário os diversos níveis de atuação com a formação de mão de obra de técnicos, tecnólogos, engenheiros capazes de atuar nas áreas de desenvolvimento, implementação, operação e manutenção dos sistemas constituintes da fábrica inteligente e as três dimensões fundamentais para a política de desenvolvimento aconselhada pelo Banco Mundial, ou seja, a Competitividade, as Capacitações e a Conectividade.

    Me. Dagoberto Gregorio

  • Edição Inaugural
    v. 1 n. 1 (2018)

    Editorial

    Caro leitor,

    Há muito tempo esta Instituição almeja uma maneira de compartilhar livremente a produção acadêmica, cuja a concretização desse periódico eletrônico contribuiu para a publicação da produção científica de nossa Instituição.

    É nossa finalidade que a Revista Brasileira de Mecatrônica, publicação técnica e cientifica da Faculdade de Tecnologia SENAI Armando de Arruda Pereira, vinculada ao Curso Superior de Tecnologia de Mecatrônica e aos Cursos de Pós-graduação seja, de fato, um instrumento para divulgação da produção intelectual de nosso corpo discente e docente, bem como, de nossos ex-alunos e colaboradores.

    Os artigos destacados nesta edição inaugural da Revista são resultados de um esforço concentrado de todos os profissionais desta instituição envolvidos na tentativa de oferecer uma literatura atualizada que reflita as necessidades específicas da área de Mecatrônica e da Indústria 4.0.

    A Equipe Editorial composta por docentes e profissionais com especialidades diversas, tem por objetivo, promover uma maior circulação de ideias por meio de seus trabalhos e estudos acadêmicos e manter-se na linha de frente do desenvolvimento profissional, imprescindível as exigências de uma sociedade em constante mudança.

    A constante atualização de nossos discentes e docentes é uma condição básica para a manutenção da produção cientifica em alto nível, compatível com as reais necessidades tecnológicas de um país que necessita de um crescimento cumulativo do conhecimento. Os artigos veiculados nessa revista nos convidam a refletir sobre os novos caminhos da tecnologia, seus impactos na produção científica e no desenvolvimento da sociedade.

    Acima de tudo, esperamos que o conteúdo aqui publicado possa vir a acrescentar em outras futuras pesquisas.

    Boa leitura!

    Osvaldo Luiz Padovan

    Diretor da Faculdade SENAI de Tecnologia Mecatrônica

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